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A ministra do Orçamento da França,  Valérie Pécresse, disse neste domingo (27) que os governos francês, alemão e italiano examinam a hipótese de elaborar uma proposta de um novo pacto entre os 17 integrantes da zona do euro. A ideia é aprovar a possibilidade de adotar sanções para pressionar os países a executar medidas de disciplina fiscal.


"[Não será] um pacto para três, mas sim para todos os membros da aliança da zona euro com o objetivo de criar uma nova governança, com verdadeiras regras, regulação e sanções que deem realmente confiança", disse a ministra.


Nos bastidores, há informações de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, consideram a implementação de um novo pacto de estabilidade limitado a alguns países na zona do euro. No próximo dia 9 ocorrerá a Cúpula da União Europeia cujo tema principal são os impactos da crise econômica internacional.

"Alemanha, França e Itália querem ser o motor de uma Europa muito mais integrada, mais forte e com verdadeiros mecanismos de regulação de modo a não permitir que possa haver alguém que fique isento das regras estabelecidas por nós", disse Pécresse.


A ministra do Orçamento também disse que não haverá novo plano de austeridade na França, após os dois primeiros pacotes já anunciados. Neles, o objetivo era reduzir o déficit e a dívida do país.



"Ninguém duvida da capacidade da França para saldar sua dívida", disse a ministra.

O forte da região é a pescaria, mas passeios de barco pela grande extensão de água também são muito procurados, especialmente pelos grupos formados por famílias (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
O forte da região é a pescaria, mas passeios de barco pela grande extensão de água também são muito procurados, especialmente pelos grupos formados por famílias

Localizado no noroeste goiano, o Lago da Usina de Serra da Mesa é o maior do Brasil em volume de água — com 54,4 bilhões de metros cúbicos — e tem espaço de sobra para os pescadores. A três horas de Brasília, o local é uma boa opção para quem quer descansar, conversar fiado e ter contato com as belezas naturais do cerrado. Os chapadões que rodeiam a Serra da Mesa começam a aparecer logo na estrada, e o turista pode sentir, ainda durante o percurso, o que o espera. Além do lago, há passeios em grutas e cachoeiras próximas.

Mesmo com tantos atrativos, o forte da região é a pescaria. E o Lago de Serra da Mesa costuma ser generoso com quem gosta de pescar. Abundante na região, o tucunaré é o preferido dos pescadores, mas também há muitas corvinas e pintados. Fácil de ser fisgado, o piau é um dos tira-gostos preferidos dos frequentadores. Como estamos no período de piracema (1º de novembro a 28 de fevereiro), a pesca é restrita. É bom não arriscar e tentar levar o peixe para casa, porque unidades da polícia ambiental de Goiás e do Distrito Federal intensificaram a fiscalização no intuito de combater a pesca ilegal, e não são raras as blitzes na estrada.

Leandro Carlos Gomes exibe um tucunaré recém-fisgado: peixes em diversidade (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Leandro Carlos Gomes exibe um tucunaré recém-fisgado: peixes em diversidade

O Lago de Serra da Mesa abrange seis municípios goianos e tem uma extensão de 1.784 km², o que corresponde a 37 lagos Paranoá em tamanho. Desde a inundação na década de 1990, para a construção da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, o lago se formou pela união de três rios: Tocantins, Traíras e Maranhão. Os encontros desses rios são constantemente disputados pelos pescadores. “Já pesquei um tucunaré de 6,5kg e 68cm por essa região, até tirei foto mostrando a balança para as pessoas não dizerem que é papo de pescador”, contou o autônomo Leandro Carlos Gomes, 26 anos, morador de Niquelândia (GO).

Além da abundância de peixes e aves, como a siriema, o lago de Serra da Mesa tem um importante diferencial em relação a outros pontos pesqueiros: os incômodos insetos típicos de beira de rio quase não existem na região. Isso porque as águas são alcalinas, dificultando a proliferação de mosquitos, pernilongos e mutucas. Mesmo assim, é recomendável o uso de repelente.

Acomodações simples
O lago chega a seis cidades goianas, mas Niquelândia e Uruaçu são as duas que centralizam o turismo de Serra da Mesa, por apresentarem melhor infraestrutura. Apesar do movimento, a oferta de restaurantes e serviços de uma forma geral é escassa. Farmácias, somente as da cidade, bem como restaurantes. Para hospedagem, há várias opções de pernoite, como as pousadas e as áreas de camping próximas ao lago. Os hotéis estão localizados nas cidades mais próximas.

As pousadas têm diárias de R$ 60 a R$ 175. Como a maioria da clientela é de pescadores, os estabelecimentos investem bastante em material para a pesca. É fácil alugar motor, lancha e comprar isca viva ou artificial. A média de aluguel do barco é R$ 230. Já as acomodações são simples nas imediações.

Famílias costumam preferir se hospedar às margens do lago. Entre as opções mais procuradas, estão a Estância Corujinha e a Pousada Vida de Peixe, ambas localizadas na saída de Niquelândia, sentido Mina Codemin, na GO-237. Tanto na Estância Corujinha quanto na Vida de Peixe, há chalés de alvenaria com capacidade para até três pessoas. A Corujinha é tradicional. O gerente, João Alvino Macabeu, trabalha há 13 anos no estabelecimento e lembra toda a história da região, desde o alagamento inicial, quando várias construções ficaram submersas.

A Vida de Peixe, inaugurada há apenas dois meses, aposta no alto padrão. “Pensamos em atrair as famílias e, por isso, colocamos a piscina e os passeios guiados para que as esposas e filhos também possam se distrair”, explica o proprietário, Olahir Alves de Castro Neto.

Movimento
Os turistas da região de Serra da Mesa vêm principalmente de Goiânia e Brasília, e a maioria aproveita o fim de semana e os feriados prolongados para a viagem. Para o período de carnaval, que é de alta temporada, algumas pousadas locais, como a Serra da Mesa, já estão com reservas esgotadas. A média de público para a folia é de 30 mil pessoas, somente em Uruaçu.

Além da pescaria, os turistas passeiam de lanchas, jet skis e canoas. Uma das dicas é visitar a Cachoeira da Serra Negra. Para chegar, é preciso contratar um “piloteiro”, guia que conduz as embarcações. Eles cobram, em média, R$ 50 por dia.

A 8 quilômetros do centro de Uruaçu, existe a praia Generosa, à beira do lago. Chega-se até lá seguindo a GO-237. Outro passeio é conhecer as grutas da Lapa e da Pingueira, próximas à Rodovia da Sé, mas não existe nenhuma sinalização. Somente as pousadas são bem sinalizadas. Não há um Centro de Atendimento ao Turista em Niquelândia, mas a prefeitura da cidade costuma dispor de guias. Uma sugestão é conversar com os moradores e se informar na recepção sobre as pousadas e os melhores destinos. Com tantas belas paisagens, vai ser difícil não voltar com um álbum cheio de fotos e a cabeça relaxada do dia a dia na cidade.

Para saber mais

Sítios arqueológicos
No local onde hoje está situado o lago de Serra da Mesa havia 77 sítios pré-históricos vinculados a grupos caçadores-coletores e 104 sítios pós-coloniais. Em 1995, antes da implementação da usina, foi feito um trabalho de resgate arqueológico.

O caminho

Estradas: BR-251 e BR-414. Pista única com acostamento. Em alguns trechos, não há sinalização. Além das muitas curvas, os carros velhos e os caminhões na estrada exigem atenção redobrada dos motoristas.
Tempo médio de duração da viagem: 3h
Para chegar ao Lago da Usina de Serra Mesa partindo do centro de Brasília, siga no sentido Brazlândia pela DF-240. De lá, entre na BR-251, sentido Padre Bernardo. No povoado de Dois Irmãos, há um entrocamento. Para Niquelândia, o motorista deve seguir pela BR-414; para Uruaçu, pela BR-080. De Niquelândia até o lago, são 35km. Siga em direção à mina Codemin, pela GO-237.

A estudante Naiara Medeiros Coelho aluga o apartamento próprio em Taguatinga e paga, assim, a locação de um imóvel na 409 Sul (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A estudante Naiara Medeiros Coelho aluga o apartamento próprio em Taguatinga e paga, assim, a locação de um imóvel na 409 Sul

O alto preço dos imóveis e a rotatividade de funcionários públicos que chegam de outras cidades para trabalhar temporariamente em órgãos do governo deixam os brasilienses mais longe da casa própria. O Distrito Federal é a unidade da Federação com o menor percentual de domicílios próprios e com o maior número de residências locadas no Brasil. Pelo menos 41% dos moradores da capital federal vivem em casas ou em apartamentos alugados, cedidos por parentes ou em imóveis funcionais. A média brasileira é bem menor: 26,72% da população do país não têm o próprio local de moradia.

Os dados são do censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na semana passada. O levantamento mostrou que 59% dos brasilienses vivem no seu domicílio; 30,3% estão em imóveis alugados; e o restante, instalado em locais cedidos por amigos ou familiares (leia arte). O percentual de funcionais na capital é quase igual à média brasileira. Hoje, 2,8% das casas e dos apartamentos do DF são cedidos por empregadores, o que equivale a 22 mil unidades.

São várias as justificativas que explicam por que Brasília tem o menor percentual de pessoas com casa própria no país. A primeira explicação é o preço dos imóveis, proibitivos até mesmo para a classe média brasiliense. Hoje, um apartamento de três quartos na área central da capital custa quase R$ 1 milhão. Para não abrir mão de morar bem localizados, como no Plano Piloto, muitos preferem pagar aluguel do que tentar comprar um apartamento em cidades mais distantes do centro.

Mesmo em bairros de baixa renda, como o Itapoã ou a Estrutural, o preço do metro quadrado atingiu patamares absurdos. Uma pequena casa nessas localidades custa pelo menos R$ 100 mil, valor quase inalcançável para uma família que recebe um ou dois salários mínimos. Assim como no caso da classe média, para essa população o aluguel é a única solução.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi), Ovídio Maia, lembra que as pessoas que chegam ao DF para trabalhar no governo vêm de todas as partes do Brasil. Como muitos têm a perspectiva de voltar ao local de origem, eles preferem não comprar imóveis em Brasília. “É natural que essas pessoas não tenham vontade de adquirir casas ou apartamentos aqui, porque muita gente vem trabalhar no governo, que dura apenas quatro anos. E mesmo entre aqueles que pensam em comprar algum imóvel, é normal esperar algum tempo até conhecer melhor a cidade”, explica.

Maia avalia que o fato de Brasília ter centenas de representações diplomáticas também contribui para o percentual de imóveis alugados. “As embaixadas fazem muitas locações, porque os funcionários e os diplomatas não ficam mais do que três ou quatro anos aqui. O imóvel é interessante nesses casos, até para garantir a mobilidade dos estrangeiros”, comenta.

Entre 2000 e 2010, a quantidade de domicílios locados no DF cresceu de 23,5% para 30,4%, segundo o censo do IBGE. Para o vice-presidente do Secovi, o total de casas e de apartamentos alugados deve continuar em crescimento nos próximos anos. “A demanda pela mão de obra no serviço público tem crescido, e a tendência é de alta nas contratações.”

Muitas famílias chegaram a Brasília nos anos 1960 e 1970, quando o preço dos imóveis ainda era acessível, e compraram mais de um na capital federal. Essas pessoas agora vivem com a renda dos aluguéis. E, hoje, há muitos brasilienses com altos salários que compram residências como investimento. Isso faz com que a oferta de locação cresça.


Estratégia
Uma opção para a classe média que sonha com a casa própria e quer viver no Plano Piloto, mas não tem recursos para comprar apartamentos nas asas Sul ou Norte, é comprar um em cidades com preços mais baixos e deixá-lo alugado. Assim, muitos brasilienses que vivem na área central têm imóveis em áreas mais distantes, especialmente em Taguatinga, no Guará ou em Águas Claras.

A estudante de artes plásticas Naiara Medeiros Coelho, 34 anos, seguiu esse caminho. Ela e o marido compraram um apartamento em Taguatinga há três anos. Poucos meses depois, o casal percebeu que os deslocamentos diários até o Plano Piloto tomariam muito tempo. Ele trabalha no Setor Bancário Sul; Naiara estuda na Universidade de Brasília, no fim da Asa Norte. Decidiram alugar um apartamento na 409 Sul. “Os valores na Asa Sul são surreais, mas a gente não queria abrir mão de morar em uma região bem localizada, portanto preferimos viver de aluguel e deixamos o nosso imóvel em Taguatinga locado”, diz Naiara.

A Candangolândia é a cidade com o maior percentual de imóveis alugados. Lá, 40% dos moradores não são donos das casas onde vivem. O percentual é alto, porque o aluguel na região é barato, mas a área é bem próxima do centro de Brasília. O Plano Piloto aparece em segundo lugar, com 35,48% dos domicílios alugados. Já o Lago Sul é a região administrativa com a maior quantidade de casas próprias, com 83,5% dos moradores como proprietários.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do DF, Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, a locação de imóveis tem um retorno atraente. Segundo ele, isso estimula os brasilienses a investir no setor. Domicílios pequenos, como quitinetes, têm muita demanda. “Além disso, há muitas pessoas que vêm para Brasília temporariamente, especialmente para trabalhar no governo”, justifica. “Quem tem vários imóveis sabe que a valorização é certa. Então, o retorno mensal de aluguel é uma renda garantida.”

Imóvel próprio
De acordo com dados do censo realizado pelo IBGE no ano passado, a maioria dos brasilienses que têm casa própria quitou o imóvel. Dos 457.216 domicílios ocupados pelos próprios donos, 418.206 estavam quitados e 39.010 eram financiados.





O Tesouro Nacional vem usando, indevidamente, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fazer superavit primário, a denominada economia para o pagamento de juros da dívida pública. Em vez de destinar recursos do Orçamento da União para bancar o subsídio nas taxas de juros cobradas das famílias de baixa renda beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, como sempre foi regra, transferiu a maior parte da fatura para o patrimônio dos trabalhadores. No ano passado, R$ 4,5 bilhões saíram do FGTS a fundo perdido, ou seja, sem qualquer possibilidade de retorno. Neste ano, serão mais R$ 5,5 bilhões e, em 2012, outros R$ 4,4 bilhões.

Não é só. O Tesouro também está se apoderando de receitas que deveriam ser repassadas ao FGTS. Pelo programa do microempreendedor individual, todos os tributos e contribuições sociais são recolhidos por meio de um único documento. Mas, ao contrário de dividir os recursos, o Tesouro está se apoderando de tudo, inclusive da parcela que deveria engordar o fundo de propriedade dos trabalhadores. “Essa arrecadação é pequena, mas é do Fundo de Garantia. Daqui a pouco, o governo achará que pode reter outras contribuições, o que é ilegal”, disse um técnico que acompanha o dia a dia do FGTS. Procurado, o Tesouro não se manifestou.

Não à toa, a equipe econômica vem boicotando a proposta de se aumentar a rentabilidade das contas dos trabalhadores por meio da distribuição de parte do lucro líquido obtido pelo FGTS a cada ano — um projeto que dorme nas gavetas do governo há pelo menos dois anos. Se uma parcela maior dos ganhos for repassada, sobrará menos dinheiro para o Tesouro fazer as manobras que estão assustando vários profissionais ligados ao fundo de garantia, que comemora 45 anos da existência.

Perdas constantes
Para Celso Petrucci, que representou por seis anos a Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Conselho Curador do FGTS, se o governo continuar avançando sobre o patrimônio dos trabalhadores, o futuro do maior fundo privado do país ficará comprometido. As preocupações de Petrucci são encampadas até pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), aliada de primeira hora do Palácio do Planalto. Jacy Afonso de Melo, que até a semana passada representava a entidade no Conselho Curador, reconheceu que o dinheiro do FGTS não pode ser usado a fundo perdido.

Na sua avaliação, é inadmissível o fato de o FGTS estar bancando, praticamente sozinho, todo o subsídio dado pelo governo às famílias de baixa renda para que elas tenham acesso à casa própria. “O FGTS é um fundo privado. Portanto, o governo deveria bancar o subsídio”, afirmou. De acordo com o orçamento do Minha Casa, Minha Vida, o Tesouro vem assegurando apenas 17% do subsídio para o programa e o fundo, o restante. O subsídio sai do lucro líquido do FGTS, que pode ser comparado ao ganho de um banco. Se todas as contas com saldo em nome dos trabalhadores fossem pagas de uma única vez, o FGTS precisaria ter em caixa R$ 222,8 bilhões (dados do balancete de junho deste ano). Mas, em dezembro de 2010, o saldo já superava esse valor em R$ 35,8 bilhões.

Segundo Jacy Afonso, em vez de usar o dinheiro do FGTS, o governo precisa discutir uma forma de aumentar a rentabilidade das contas vinculadas — hoje, de 3% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) —, porque a inflação vem superando o ganho, o que significa prejuízos aos cotistas do fundo. “Já perdemos 2% no ano passado e vamos perder mais neste ano”, observou. Ele defendeu não só a distribuição de parte do lucro líquido, mas que o FGTS passe a ter rendimento igual ao garantido às cadernetas de poupança, de 6% ao ano mais a TR.

A 6ª edição do projeto Construir Brasília, com o intuito de mostrar à população do Distrito Federal as empresas que mais se destacaram no setor da construção civil no ano de 2011. O prêmio também funciona como um prestador de serviço, uma vez que fornece detalhadamente informações valiosas sobre a qualidade do setor construtivo e imobiliário no DF, sob o mais importante ponto de vista: o do consumidor. Para a realização do prêmio, foi encomendada ao Instituto Opinião Consultoria, uma pesquisa qualitativa, por meio de questionário afim de avaliar as vertentes: incorporadoras, construtoras – obras públicas, imobiliárias e arquitetos. E quantitativa, contagem do número de unidade imobiliárias vendidas em cada segmento.
Os imóveis foram divididos em seis segmentos distintos: kit studio, salas/lojas comerciais, residenciais verticais com um quarto, residenciais verticais com dois quartos, residenciais verticais com três quartos e residenciais verticais com quatro quartos ou mais.
Na pesquisa foram avaliados itens como circulação e distribuição dos cômodos do imóvel, funcionalidade dos ambientes, instalações elétricas, elevadores, garagens, valorização do empreendimento, facilidade no financiamento, prazo de entrega, atendimento, principal defeito e qualidade da construtora, entre outros.
Daí então, tira-se uma média de pontuação, e as construtoras eleitas, serão aquelas que obtiveram a pontuação mais alta.
A grande noite de premiação das empresas escolhidas como destaque na qualidade da construção, aconteceu no dia 23 de Novembro, no Auditório da Confederação Nacional da Indústria – CNI, com a presença de todo o mercado imobiliário e da construção civil do DF.

Com a alta do dólar, a dívida líquida do setor público deve cair neste mês. A estimava do Banco Central (BC) é que a relação entre a dívida e tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – caia dos 38,2%, registrados em outubro, para 36,8%, em novembro.

"Tivemos uma alta no mês que deve retornar novamente em novembro", disse do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

As alterações desse indicador do setor público ocorrem devido às oscilações do dólar. Quando a cotação da moeda norte-americana sobe, a dívida cai. Isso acontece porque no cálculo da dívida pública estão incluídos os ativos, em grande parte remunerados em dólar (reservas internacionais).

Se a previsão do BC para este mês se confirmar, será o menor patamar da dívida em relação ao PIB da série histórica, iniciada em 2001.

A dívida líquida do setor público é um balanço de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais e das empresas estatais. Outro indicador fiscal divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países.

Em outubro, a dívida bruta do Governo Geral (Tesouro Nacional, Previdência Social, governos estaduais e municipais) chegou a R$ 2,226 trilhões, o que correspondeu a 55,4% do PIB em outubro, com redução de 0,4 ponto percentual em relação a setembro. Esse é o menor patamar desde dezembro de 2010 (54,7%). Para novembro, a previsão do BC é que a dívida bruta fique em 55,5% do PIB. Como no caso da dívida bruta não são contabilizados os ativos, não há efeito das variações do câmbio.

Projetos de 30 novas obras em Águas Claras estão parados na administração da cidade. Empresários dizem que a demora na liberação dos alvarás de construção pode frear crescimento do segmento no Distrito Federal (Breno Fortes/CB/D.A Press - 19/7/11)
Projetos de 30 novas obras em Águas Claras estão parados na administração da cidade. Empresários dizem que a demora na liberação dos alvarás de construção pode frear crescimento do segmento no Distrito Federal

Três anos após a febre imobiliária que tomou conta do país, a construção civil ainda mostra fôlego para continuar crescendo no Distrito Federal. Segundo dados da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), de janeiro a junho deste ano, foram lançados 4.493 empreendimentos. Embora a valorização das unidades já não ocorra no mesmo ritmo dos primeiros anos de boom, quando os preços cresceram a taxas anuais de 30% a 35%, um horizonte de estagnação está distante. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), nos primeiros seis meses de 2011, houve alta de 21,4% nos valores das casas e dos apartamentos frente ao mesmo período de 2010. A expectativa é de fechamento do ano com desempenho entre 15% e 20% superior ao do ano passado.

O setor, que em 2010 empregou 71,2 mil pessoas em Brasília e região, deve ganhar ainda mais relevância com a Copa do Mundo de 2014. “As projeções para a construção civil são excelentes. Existe uma acomodação, mas o imóvel como investimento continua sendo um bom negócio”, avalia Julio César Peres, presidente do Sinduscon-DF.

No entanto, uma nuvem ameaça as boas perspectivas do setor. O ano está entrando em seu terceiro trimestre e os empresários queixam-se da lentidão do governo local em aprovar projetos e autorizar o início de obras. O principal motivo é que o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) emitiu uma recomendação às administrações regionais para que não concedam alvará de construção antes de engenheiros do órgão analisarem um relatório de impacto de trânsito (RIT). O documento é solicitado com base no Decreto n° 26.048/2005. Mas, no entendimento das empresas do setor, a legislação não se aplica a empreendimentos habitacionais (veja O que diz a lei).

Advaldo Nogueira espera lançamento de edifício para começar a pagar o imóvel próprio em Taguatinga (Ed Alves/Esp. CB/D.A Press)
Advaldo Nogueira espera lançamento de edifício para começar a pagar o imóvel próprio em Taguatinga

Outro fator apontado como obstáculo é que as novas equipes das administrações, empossadas no início de 2011, não estariam bem organizadas para cuidar da liberação das obras. Em alguns casos, trocas sucessivas de administradores pioraram o cenário.

Adaptação
De acordo com a Ademi-DF, 96 projetos estão parados em Samambaia e mais de 30 em Águas Claras. “A gente entende que é uma nova gestão e que o governo precisa de tempo para se adaptar. Mas a preocupação é que o ano está terminando. Vai haver um apagão e teremos que demitir mão de obra”, declara Rodrigo Nogueira, diretor -eral da JC Gontijo e vice-presidente da Ademi.

Segundo Nogueira, propostas que costumavam ser liberadas em 90 dias estão ficando de oito a 10 meses nas mãos do GDF. Adalberto Valadão, presidente da Ademi-DF, afirma que a demora já causa impactos negativos no setor. “Os lançamentos caíram aproximadamente 15% frente a 2010”, diz. Valadão estima que 2011 se encerrará com cerca de 9 mil empreendimentos novos na praça, mas frisa que o resultado poderia ser melhor. “Há uma demanda represada”, ressalta.

Represamento que as empresas de arquitetura são as primeiras a sentir. Os estabelecimentos, que atuam em parceria com incorporadoras e empreiteiras, são responsáveis por preparar projetos e encaminhá-los para aprovação. Rogério Markiewicz, à frente da MKZ Arquitetura, garante que em 2011 seu escritório deu andamento somente a 12% da média normal de propostas, que é de 60 por ano. “Há uma morosidade em todo o processo”, sentencia.

Segurança
Advaldo Nogueira, 25 anos, está dependendo de um lançamento para começar a pagar o imóvel próprio. Ele é corretor de imóveis e durante seis meses fez pesquisas em busca do apartamento dos sonhos, aproveitando o conhecimento proporcionado pela profissão. Encontrou o que buscava no Pistão Sul, em Taguatinga. As unidades ainda não foram lançadas, mas Advaldo diz se sentir seguro por saber que o projeto já foi aprovado. “O lançamento deve acontecer em uns 15 dias. Mas sei que estão acontecendo atrasos, principalmente em Samambaia”, comenta.

O que diz a lei

Editado pelo Poder Executivo do DF, o Decreto n° 26.048/2005 prevê a necessidade de um relatório de impacto para toda construção que possa se transformar em um polo gerador de tráfego. Justamente na definição desse termo está a divergência entre empresários e Detran. Para os representantes do setor privado, prédios residenciais não causam tanto impacto que requeiram um estudo do tipo. Em seu texto, a lei conceitua como polo gerador “toda edificação ou conjunto de outras cujo porte, natureza e oferta de bens ou serviços gerem uma situação de complexidade com interferências no tráfego do entorno e grande demanda por vagas de estacionamento ou de garagem”.

A capital federal contabiliza neste domingo (18/9) 100 dias sem chuva. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os brasilienses ainda terão de esperar mais alguns dias para deixar de sentir os efeitos da seca. A previsão é que as primeiras chuvas ocorram a partir do dia 20. No entanto, segundo o meteorologista Hamilton Carvalho, elas devem ter pouca duração e ser em pontos isolados da cidade, o que não será suficiente para afastar o calor e o clima seco que têm incomodado a população nos últimos meses. Em 2010, foram registrados 128 dias sem chuva.

Nos últimos dias, a umidade relativa do ar, que chegou a ficar entre 10% e 15% nas horas mais quentes do dia em agosto, vem aumentando e os menores índices atingiram 20% com a chegada de nuvens carregadas a estados da região central do país, como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse percentual, entretanto, ainda caracteriza estado de atenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A temperatura máxima também sofreu pequena queda nos últimos dias e atingiu 27 graus Celsius (ºC). No domingo passado (11), os termômetros registraram 33,4 ºC, a maior temperatura do ano na capital, segundo o Inmet.

A população não vê a hora de dar as boas-vindas à chuva. “O que a gente mais faz é usar o umidificador”, diz o aposentado Manoel Moraes, que passou alguns dias no Rio de Janeiro para fugir dos incômodos da secura, entre eles, tosse, cansaço e dificuldade de respirar.

“Este ano está mais seco. Vai ser muito boa [a chuva]”, acrescenta a também aposentada Elenice Ferreira.

O meio ambiente também sente os efeitos da seca. As queimadas destruíram cerca de 35 mil hectares de vegetação – o equivalente a 35 mil campos de futebol. A Floresta Nacional de Brasília perdeu, pelo menos, 25% de sua área por causa de um incêndio.

O grande número de incêndios florestais levou o Governo do Distrito Federal a declarar situação de emergência na semana passada. O decreto tem vigência de 60 dias. Com isso, a Secretaria de Meio Ambiente, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros terão facilidade de adquirir equipamentos para controlar o fogo, como máscaras e abafadores. O decreto perde a validade se cair o risco de novos focos de queimadas.

Para enfrentar a seca, uma das recomendações é beber, no mínimo, dois litros de água por dia.

O trecho da BR-060 entre Brasília e Goiânia é o espelho do desenvolvimento de uma região que cresce a taxas chinesas, avança pelo Planalto Central e se consolida como o maior mercado do país fora do eixo Rio-São Paulo. As riquezas produzidas no caminho que divide dois centros consumidores em franca expansão já respondem por um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 230 bilhões, em valores atualizados. É como se cada quilômetro da rodovia movimentasse mais de R$ 1 bilhão. O montante representa em torno de 6% do PIB do Brasil e quase 70% do PIB da região Centro-Oeste.

Cerca de 9 milhões de pessoas vivem hoje ao longo dos 209km do eixo Brasília-Anápolis-Goiânia. A soma supera o número de habitantes das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Recife e faz do corredor a terceira maior aglomeração do Brasil. Segundo projeções demográficas, a população deve mais que dobrar em 20 anos e alcançar, em 2030, o total de 20 milhões de pessoas. Especialistas preveem que a malha urbana entre as capitais federal e de Goiás se entrelace em uma velocidade assustadora nos próximos anos.

Ao longo da última semana, o Correio percorreu a rodovia em toda a sua extensão e constatou o crescimento econômico do eixo. Aos poucos, os municípios goianos de beira de estrada ganham vida própria e se livram do estigma de cidade-dormitório. Alexânia, a 60km do centro de Brasília, se prepara para receber em março do ano que vem o segundo shopping do país exclusivamente com outlets de lojas de grife. Não há mais lotes disponíveis ao lado do terreno onde o empreendimento será erguido.

Abadiânia, 28km adiante, no caminho de Goiânia, assiste a uma invasão cada vez maior de estrangeiros que chegam para conhecer a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium João de Deus atende uma média de 1,5 mil visitantes por dia. O aumento da frequência de voos internacionais em Brasília impulsionou o movimento no centro espiritual. Euro e dólar viraram moedas correntes na cidade. Pousadas e restaurantes estão sempre cheios e a procura por imóveis nas redondezas só aumenta.

Distante 53km da capital goiana, Anápolis conquistou independência e vive sua melhor fase econômica. O PIB local saiu de R$ 2,15 bilhões, em 2002, para R$ 7,80 bilhões, no ano passado. As 22 mil toneladas de cargas que passam pelo Porto Seco Centro-Oeste todo mês ajudam a explicar o salto de 262% no período. O polo industrial anapolino reúne 130 empresas, incluindo multinacionais dos segmentos automobilístico e farmacêutico. Todas estão em processo de expansão.

Comércio de base
A duplicação da rodovia, concluída em 2008 após 20 anos de obras, aqueceu o desenvolvimento. Entre Brasília e Goiânia, o viajante já tem à disposição pelo menos 20 pontos de parada. De olho no potencial consumidor provocado por um fluxo de 60 mil carros por dia, postos de combustíveis ampliam a área comercial e pequenas residências se transformam em restaurantes e empórios. Moradores vendem de panela de alumínio a móveis rústicos, passando por frutas típicas da região.

Redes nacionais e até internacionais de hotéis despertaram interesse em se instalar no eixo. Focado principalmente no Lago Corumbá IV, o mercado da pesca e do turismo rural ferve ao redor da BR-060. Propriedades rurais também se destacam. Mora em uma fazenda perto de Alexânia, por exemplo, a vaca zebuína recordista mundial em produção de leite. De alambiques pertencentes ao mesmo município, saem cachaças distribuídas para o país inteiro.

A conurbação entre as duas capitais é encarada como processo natural e inevitável. “Não há como ser diferente. Necessariamente, temos de pensar na expansão econômica nesse trecho. Caso contrário, as pessoas continuarão vindo para Brasília com a ilusão de encontrar aqui o que procuram”, pondera o secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, Jacques Pena. O desenvolvimento ao longo da BR-060 pode amenizar o inchaço do Entorno da capital federal, com criação de emprego e renda.

Os governos do DF e de Goiás vislumbram há décadas as possibilidades na região. A falta de políticas públicas integradas, no entanto, nunca permitiu um desenvolvimento mais eficaz. “Temos uma cidade com a maior renda per capita do país, uma Goiânia com qualidade de vida e o maior distrito industrial do Centro-Oeste no meio do caminho. Não há o que discutir: somos um eixo de sucesso”, diz o secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Braga.

Na última década, diversos estudos destacaram o potencial do eixo Brasília-Goiânia. Em 2004, a Federação das Indústrias do DF (Fibra) concluiu um deles. “Essa região cresce naturalmente. Com um pouco mais de atenção, cresceria muito mais, de maneira mais veloz e ordenada”, afirma o presidente da Fibra, Antônio Rocha. Ele reforça que há um grande número de investidores internacionais dispostos a desembarcar no corredor.

Para o economista da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) Cláudio Henrique de Oliveira, o problema, ao contrário do que se espera, é que as duas unidades da Federação competem entre si na atração de empresas e incentivos fiscais. “Cada um pensa em si. Não há uma política industrial continuada que valorize as potencialidades. Não se pensa no todo”, critica. Este ano, os setores produtivos do DF e de Goiás voltaram a se reunir para discutir projetos em comum.

Radiografia

9 milhões
Total da população que inclui
todos os municípios e áreas
rurais entre Brasília e Goiânia


R$ 230 bilhões
PIB do eixo Brasília-Goiânia,
em valores atualizados


70%
Participação do eixo Brasília-Goiânia
no PIB do Centro-Oeste


6%
Participação do eixo Brasília-Goiânia
no PIB do Brasil






Linha de produção da Hypermarcas: 6 bilhões de comprimidos fabricados por ano (Fotos: Monique Renne/CB/D.A Press)
Linha de produção da Hypermarcas: 6 bilhões de comprimidos fabricados por ano


A meca dos investimentos
Quem passa por Anápolis pela BR-060 pode até perceber o crescimento da cidade, mas não faz ideia do boom industrial que ela vive. A expansão da rede hoteleira, de bares e de restaurantes, e o avanço do mercado imobiliário refletem os investimentos milionários de multinacionais no maior distrito agroindustrial do Centro-Oeste. Problema mesmo só para conseguir mão-de-obra. Sobram vagas nas empresas, todas em processo de ampliação das instalações.

A agressiva política de incentivos fiscais em Anápolis, desde a década de 1980, surtiu efeito. Investidores nacionais e internacionais praticamente ganharam terrenos para desbravar a região. Em alguns casos, o metro quadrado foi calculado em R$ 1. “Estamos desapropriando terras para atender as empresas”, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho. Até o fim deste ano, começarão as obras dos galpões da fabricante holandesa de aviões Rekkof Aircraft.

O porto seco de Anápolis já é o terceiro maior do país: R$ 3,5 bilhões por ano
O porto seco de Anápolis já é o terceiro maior do país: R$ 3,5 bilhões por ano
No ano passado, o município recolheu R$ 514,9 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), 20% a mais que no ano anterior. O portfólio das principais empresas arrecadadoras inclui Caoa Montadora (com a fábrica da Hyundai), AmBev, Hering, Granol e as gigantes farmacêuticas Hypermarcas e Teuto. Para 2012, o orçamento previsto de Anápolis é de R$ 820 milhões. “Enquanto muitos falam em crise, estamos aparelhados para crescer”, diz o prefeito, Antônio Roberto Gomide (PT).

A expansão do parque industrial da Hypermarcas, líder do mercado farmacêutico no Brasil, exemplifica o desenvolvimento de Anápolis. Foram investidos R$ 110 milhões para ampliar a área construída de 52 mil para 90 mil metros quadrados. O número de funcionários saltou de 1,6 mil para 2,4 mil, um aumento de 50%. “Apostamos nesta região”, resume o diretor de Desenvolvimento de Medicamentos da empresa, o anapolino Marco Aurélio Limirio Gonçalves Filho.

Pela primeira vez, uma equipe de reportagem visitou as novas instalações da Hypermarcas. O Correio percorreu parte das 54 linhas de produção, com capacidade para fabricar 6 bilhões de comprimidos por ano. Mais de 600 produtos estão sendo feitos em Anápolis, como o Biotônico Fontoura, o Engov e a Maracujina. A empresa estuda a transferência da área de cosméticos — atualmente em São Paulo — para o interior de Goiás.

Balança comercial
O Porto Seco Centro-Oeste é responsável por 35% das importações de Goiás e já é o terceiro do país em movimentação — em 2010, foram US$ 2,08 bilhões, o equivalente a R$ 3,5 bilhões. Em 1999, ocupava a 62ª posição. Mais de 150 países exportam produtos por Anápolis, principalmente minérios, veículos, medicamentos, grãos, carne bovina e suína. “Qualquer projeto de logística hoje no Brasil passa pelo eixo Brasília-Anápolis-Goiânia”, afirma o superintendente e acionista do Porto Seco, Edson Tavares.

Quilômetro zero de duas ferrovias e cortada por três rodovias federais, Anápolis agora espera a consolidação do Aeroporto de Cargas, um projeto de cerca de R$ 100 milhões que deve sair papel nos próximos dois anos. “A não ser que aconteça uma catástrofe muito grande, Anápolis crescerá a taxas chinesas até pelo menos 2020”, afirma Tavares. Atualmente, 36 prédios residenciais estão em construção na cidade. Ainda este ano, é provável que o condomínio de luxo Alphaville confirme presença na região.


Ainda há as velhas  e boas barraquinhas
Quem segue de Brasília a Goiânia não chega ao destino antes de esbarrar em uma vila que cresceu e virou município graças ao sucesso das barraquinhas à beira da pista. São mais de 50 delas. Nas prateleiras de madeira de Terezópolis de Goiás, há de tudo: pimenta, mel, doces, queijos, frutas, cachaças, conservas. O colorido desperta o interesse dos viajantes. “É daqui que tiro o meu sustento”, diz Idália Silva, 67 anos, dona de duas barracas, mãe de sete filhos e avó de 11 netos.

Idália começou a trabalhar ouvindo o ronco dos carros quando a BR-060 era uma pista única e muito perigosa. Naquela época, 20 anos atrás, a vendedora não tinha nem sacola para colocar os pedidos. E, ao olhar para os lados, só avistava quatro concorrentes. “Ficou mais difícil de vender. Isso aqui não dá rio de dinheiro para ninguém, mas ainda é bom”, completa ela, antes de contar, toda orgulhosa, que já vendeu até para estrangeiros, como americanos e portugueses. (DA)
População (2011): 6,6 mil
PIB (2008): R$ 40,7 milhões
PIB per capita (2008): R$ 6,9 mil
Arrecadação de ICMS (2008): R$ 828 mil
Estabelecimentos empresariais (2010): 93
Empregos (2010): 785



Alexânia//
Na esteira das lojas de grife
A pacata Alexânia terá sua rotina completamente alterada a partir de março do ano que vem, quando deve ficar pronto, na entrada da cidade, o segundo outlet de luxo do Brasil. O shopping, com grifes internacionais, mas preços até 80% mais baratos, causará um impacto até então inesperado na economia local. O Outlet Premium Brasília, com arquitetura inspirada nos prédios do Plano Piloto, terá 60 lojas e estacionamento para 2 mil carros.

Empolgada, a prefeita Maria Aparecida Gomes Lima (PSDB) prevê aumento de pelo menos 50% na arrecadação do município após a inauguração do empreendimento. Uma rede de Goiânia arrematou por R$ 275 mil um terreno de 10 mil metros quadrados localizado ao lado das obras do outlet, onde será erguido, segundo a prefeita, um hotel cinco estrelas. “Não há mais área disponível próximo ao shopping”, completa Cida, como é conhecida.

Com a expectativa do outlet, Alexânia está pronta para o surgimento de um polo industrial que abrigará, inicialmente, 12 empresas de segmentos como cosméticos e construção civil. Duas delas já começaram a erguer seus galpões. Por ora, os oito hotéis-fazenda da região, onde com muita frequência ocorrem convenções empresariais, estão entre as principais fonte de receita da cidade. Também se destacam o comércio de móveis rústicos, vendidos às margens da rodovia, e a fábrica da Schincariol, inaugurada em 2003 e responsável pela criação de 2 mil empregos.

Na área rural, os alambiques de Alexânia chamam a atenção. A Cachaça do Ministro, conhecida nacionalmente, é produzida na região, na propriedade do ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Carlos Átila. Perto dali, em uma fazenda de 500 alqueres, em meio a um rebanho de 1,4 mil cabeças de gado, está a vaca zebuína recordista mundial em produção de leite — 52,793kg em um único dia —, cogitada em exposições agropecuárias de todo o mundo. (DA)
População (2011): 24,1 mil
PIB (2008): R$ 261,9 milhões
PIB per capita (2008): R$ 12,6 mil
Arrecadação de ICMS (2008): R$ 52,5 milhões
Estabelecimentos empresariais (2010): 451
Empregos (2010): 3.122




Da palha para o grande negócio

Ponto de parada referência da BR-060, o Jerivá é exemplo de empreendedorismo familiar. Há 35 anos, o casal João Benko Neto e Divina Maria de Souza Benko montou uma barraca de palha às margens da estrada para vender plantas. Em seguida, abriu espaço para que produtores da região comercializassem frutas, verduras e legumes, eliminando a figura do atravessador. Deu certo. Nascia o conceito Jerivá: “De nossa fazenda para sua mesa”.

O faturamento das duas lojas — uma em cada sentido da rodovia — cresce a cada ano. A construção da unidade mais nova, no trecho Goiânia-Brasília, custou cerca de R$ 600 mil. No último ano, a empresa conseguiu R$ 1 milhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para investir na fabricação dos produtos, vendidos nos empórios atrelados às lanchonetes, por onde passam, em média, cerca de 2 mil pessoas por dia. Aos fins de semana, esse número chega a dobrar.

A empresa que atende a terceira geração de clientes, responde por 200 empregos diretos. O próximo passo é estruturar uma rede de franquias em shoppings (já há uma unidade em Goiânia) e em outras rodovias da região. “Estamos consolidados, viramos exemplo, mas queremos ser cada vez mais competitivos. Ainda há muito espaço para crescer”, comenta Fernando Benko, 29 anos, o caçula do casal que assumiu a administração da empresa. (DA)





Palavra de  especialista //
Ainda falta avançar
“As cidades do eixo Brasília-Anápolis-Goiânia são bastante atrativas. A região possui um potencial inegável, mas por enquanto o que se vê é muito quebra-molas e uma via de alta velocidade que corta municípios ao meio, o que é muito ruim. Os governos deveriam se atentar mais às possibilidades dessa área. O desenvolvimento só se manterá se houver uma ação conjunta entre Distrito Federal e Goiás — algo que demora a acontecer. Há anos, se fala em conurbação entre Brasília e Goiânia. Porém, até hoje, DF e Goiás têm se preocupado apenas com a sua parte. Tudo vai acontecendo de maneira muito improvisada. Falta o corriqueiro, como a sinalização de quebra-molas. Em um país civilizado, uma rodovia não passa no meio de um centro urbano. O avanço às margens da BR-060 ainda é muito tosco, ainda se encontra cavalo no meio da estrada. É esperar para ver o que vai acontecer daqui para frente.”
Aldo Paviani, professor graduado
em geografia, especialista em
história e planejamento urbano
da Universidade de Brasília




Análise da notícia //
À espera de ganhos sociais
Marcelo Torkarsky
É inegável a pujança econômica vivenciada pelo Eixo Brasília-Goiânia, mas ela precisa ser mais bem aproveitada. As cidades situadas ao longo da BR-060 crescem a taxas de dois dígitos, recebem investimentos e geram empregos. No entanto, ainda é preciso traduzir esse boom econômico em ganhos sociais. A mesma área que movimenta bilhões de reais abriga boa parte do Entorno, onde os seguidos anos de descaso dos governos deixaram as cidades em estado de penúria, com péssimos indicadores socioeconômicos e índices de violência que colocam a região como a mais violenta da América Latina. Para que esse vigor econômico mude de fato o cenário, é preciso que os governos do DF e de Goiás e a União pensem políticas integradas e de longo prazo. Caso contrário, irão desperdiçar essa janela de oportunidade para, de fato, mudar para melhor a vida das pessoas


Obras FinanciadasOs financiamentos imobiliários com recursos da poupança alcançaram R$ 37 bilhões no primeiro semestre de 2011. O volume é recorde, conforme mostra balanço da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em relação ao segundo semestre do ano passado, a variação foi de 14%. O número de unidades financiadas no primeiro semestre soma 236,5 mil, um aumento de 26%. Apenas no mês de junho, as operações de financiamento somaram R$ 7,78 bilhões, com acréscimo de 48% em relação a um ano antes, com 46,5 mil imóveis financiados.
Em junho, as cadernetas de poupança registraram uma captação líquida de R$ 1,2 bilhão, após dois meses consecutivos de resgates em termos líquidos. Foi o melhor resultado do ano para aplicação, num cenário de forte competição entre ativos financeiros, derivados de aumentos na taxa Selic, de acordo com a entidade. Os saldos das cadernetas de poupança aumentaram R$ 3 bilhões entre maio e junho, atingindo R$ 309,9 bilhões, indicando acréscimo de 15% em termos nominais em relação ao saldo de junho de 2010.

No Rio Grande do Norte, o crescimento foi menor. R$ 277 milhões, entre janeiro e maio, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acompanha o mercado. Mesmo assim, bastante representativo, porque equivale a 47,9% dos R$ 578 milhões financiados durante todo o ano passado.

Entre janeiro e maio deste ano, o volume concedido para aquisição de imóveis subiu 55,4%. O destinado à construção subiu 8,30%. A diferença, na avaliação do chefe do escritório do IBGE em Natal, Aldemir Freire, mostra que as construtoras estão concentrando esforços na conclusão das obras contratadas em 2009 e 2010.

Aldemir explica que ainda é cedo para dizer quanto o crédito imobiliário crescerá no RN em 2011. O setor, no entanto, já mostra sinais de desaceleração, segundo ele. "Ainda não estou plenamente convencido de que repetiremos o desempenho de 2010".

Segundo Aldemir, depois de uma forte expansão no volume de crédito concedido para construção em 2010, os valores têm crescido em um ritmo bem menor em 2011. O volume de financiamento para construção de moradias subiu 691%, entre 2009 e 2010, passando de R$ 48 milhões para R$ 380 milhões, segundo os cálculos do economista. "Podemos até repetir o valor, mas não o ritmo de crescimento".

Aldemir disse que a desaceleração no ritmo não significa retração do setor. "Do ponto de vista da construção de novos imóveis, podemos estar caminhando para uma estabilização do mercado, embora seja necessário afirmar que esta estabilização (ou ritmo menor de crescimento) está acontecendo em um patamar bastante elevado".

Carlos Luís Cavalcanti de Lima, diretor de Comunicação e Marketing do Sinduscon/RN e diretor da Tecnart Engenharia, afastou para longe o fantasma da retração, lembrando que ainda há muito espaço para crescer. "Nosso Estado tem um deficit de 160 mil unidades habitacionais. É muita coisa. Natal representa 40% desta demanda. Pelo que a gente observa, o número de lançamentos ainda está crescendo".

Carlos disse não perceber sinais de redução e acredita que 2011 fechará no mesmo patamar que 2010. O volume financiado se estabilizará, mas isso não ocorrerá a curto prazo, afirma o representante do Sinduscon/RN. "O crédito imobiliário ainda tem muito para crescer no Brasil. Existe uma demanda muito grande".

A 11ª Conferência Internacional da Latin American Real Estate Society discutirá a questão da acessibilidade no mercado imobiliário. Programada para 14 a 16 de setembro no Centro Brasileiro Britânico (Rua Ferreira de Araújo, 741, São Paulo, SP), será apresentado na conferência um estudo que mostra a escassez na oferta de imóveis acessíveis. Mesmo que o tema acessibilidade já seja corrente na área de planejamento urbano, o mercado imobiliário ainda não despertou para a necessidade de empreendimentos acessíveis, não só para cadeirantes, mas também para pessoas com mobilidade reduzida, como idosos, obesos e gestantes, ou com deficiências visuais e auditivas.

"O aumento constante do número de pessoas com deficiência, vítimas de acidentes de trânsito ou violência urbana, assim como a ampliação da quantidade de idosos por causa da elevação da expectativa de vida, deixa clara uma lacuna no mercado imobiliário", observam as arquitetas Angela dos Santos Silva e Miriam Renata Modesto dos Santos, autoras do trabalho Desenho Universal e Mercado Imobiliário: Moradia Acessível como Alvo de Empreendimentos, que será apresentado na Conferência (Lares, na sigla em inglês).

O trabalho procura mensurar e avaliar a oferta e a procura por imóveis adaptados, como também diagnosticar o interesse e a viabilidade de empreendimentos deste perfil. Para isso, foram entrevistados profissionais que atuam com pesquisa, na execução e comercialização de projetos, produtos e construções inclusivas e universais, além dos usuários finais.

Concluiu-se que a falta de capacitação e informação de toda rede produtiva do mercado imobiliário propiciou estigmas e barreiras culturais, impedindo a evolução do setor. "Por vezes, o mercado é muito imediatista. O setor está aquecido e as empresas não buscam nichos específicos, mas sim as demandas do que vende no momento", comenta Angela.

Segundo as autoras, as construções deveriam ser planejadas para suprimir as barreiras arquitetônicas e tornarem-se acessíveis, atendendo aos parâmetros das normas técnicas voltadas para acessibilidade e às exigências das legislações correlatas que, respectivamente, estão fundamentadas nos princípios do Desenho Universal. "É importante salientar que a promoção de facilidades nos acessos e ambientes são atitudes inclusivas, fundamentais para a sustentabilidade social", observa Miriam.

O conceito do Desenho Universal está sendo disseminado gradativamente, ainda que de forma incipiente, e pode ser contemplado na concepção de algumas cidades e nos seus elementos edificados. No Brasil, ainda é considerado um tema muito recente e pouco aplicado, tanto nos meios acadêmicos como produtivos. O Desenho Universal é a concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas ou sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se como principal diretriz dos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade.

O aumento nos custos da obra com a acessibilidade é outra barreira a ser transposta. Porém, a partir de cálculo orçamentário, conclui-se que, se no projeto forem estabelecidas as dimensões necessárias para a circulação e se na distribuição das tubulações estiverem previstas as prováveis necessidades de adaptações, o custo da obra aumentará de 3% a 5%, conforme acabamentos. Se houver este planejamento inicial por parte dos empreendedores e o usuário for informado dos gastos excessivos de uma reforma não planejada no futuro, certamente, os benefícios serão refletidos no mercado imobiliário muito positivamente. Informações no site www.lares.org.br/2011

Tradicional no mercado imobiliário, a figura do fiador cada vez mais perde espaço nos trâmites de locações de imóveis. Em paralelo, o setor de seguros utiliza alternativas em substituição a essa figura, como o seguro fiança locatícia e os títulos de capitalização.
Um dos fatores que facilitou a inserção do seguro fiança locatícia nos últimos anos foi o crescimento da dificuldade do locatário em conseguir um fiador, seja pelo constrangimento da situação ou até mesmo pela recusa da pessoa prestadora da garantia, conforme o gerente do produto Porto Aluguel – Seguro Fiança Locatícia da Porto Seguro, Luiz Henrique.

“Pelo locador, percebemos que ao longo dos anos o seguro se tornou uma melhor garantia, pois ele não perde seu rendimento”. O diretor acrescenta que o locador tem exigido com maior frequência a adoção do seguro fiança como garantia, movimento que causou avanço significativo nas vendas do produto.

Comercializado há 19 anos pela seguradora, o seguro oferece vantagens como o adiantamento do pagamento do aluguel, em caso de despejo, e inclui custos de possíveis processos e honorários de advogados, além de serviços emergenciais 24 horas, como chaveiro e conserto de eletrodomésticos.

Luiz Henrique comenta que nos últimos dez anos a seguradora observou interesse maior do corretor de seguros em comercializar o produto. “Alguns corretores têm operação quase exclusiva de seguro fiança locatícia”.

Por se tratar de um produto que conta com atuação conjunta de imobiliárias e corretores de imóveis, ele explica que a companhia realiza palestras e treinamentos sobre o seguro para esse mercado.

Capitalização para locações

Como alternativa à substituição do fiador, a SulaCap criou há oito anos o Novo Garantia de Aluguel, título de capitalização adquirido pelo inquilino, vinculado ao contrato de locação.

O produto, conforme o diretor comercial e de marketing, Cesar Tadeu Dominguez, tem a facilidade da não exigência de crédito para o locatário, o que facilita sua contratação.

Nesse modelo, o inquilino deposita o equivalente a dez meses de alugueis, assina a caução, que possibilita ao locador retirar o dinheiro, se houver inadimplência, ou para reparos necessários ao imóvel. Caso nada ocorra, o inquilino resgata todo o investimento ao final do contrato.

“Além da facilidade da contratação, o inquilino concorre a sorteios do valor da caução e conta com serviços de assistência 24 horas, como bombeiros e eletricista”, acrescenta Dominguez. Os sorteios do valor do prêmio são realizados mensalmente pela Loteria Federal.

O diretor comenta que atualmente o produto representa 40% da receita da empresa, o que vislumbra oportunidades de crescimento para comercialização via canal corretor. “O corretor pode ganhar muito dinheiro com a capitalização, pois é um produto simples de vender”.

A SulaCap também realiza campanhas de divulgação e premiação do Novo Garantia de Aluguel para imobiliárias, cuja atuação conjunta colabora para a inserção do título, de acordo com Dominguez.

Bom negócio para comercialização

A diretora da Unioncorp Seguros, Maria Cristina Caldeira , destaca que atualmente 80% do volume de produção da corretora é representado por seguro fiança locatícia.

Entretanto, em sua opinião, o produto ainda não substituiu predominantemente o fiador, já que a maioria das garantias em São Paulo ainda é feita por essa figura. “Acredito que o seguro tomará o lugar do fiador pelas garantias que oferece. Não há nenhuma garantia que estabeleça que o proprietário não fique sem renda da locação durante período de inadimplência do inquilino”.

Para a diretora, a aceitação dos corretores de seguros ainda é incipiente, por razões como a falta de conhecimento e pelo fato de o produto fugir da temática de venda dos demais seguros.

Outro empecilho para a venda do seguro são suas peculiaridades, fator que desestimula o profissional. “Esse seguro requer especialização. O corretor precisa se aprimorar, conhecer o mercado imobiliário e a legislação”, justifica.

Outro fator que atualmente impossibilita a expansão do seguro fiança locatícia é seu custo, na opinião do presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo (Sciesp), Alexandre Tirelli. “Infelizmente, esse seguro ainda é caro, e às vezes, inatingível para certas categorias de locação”.

De acordo com ele, os corretores de imóveis que trabalham com administração de locação oferecem o produto, entretanto, por conta do valor, o percentual de profissionais que viabilizam o seguro é de cerca de 20%.

Apesar de a modalidade do fiador ainda ser a mais exigida em locações, Tirelli acredita que o seguro é uma boa alternativa, pois agiliza esses procedimentos, e possibilita garantia de maneira mais prática e objetiva ao locatário.[2]

O presidente explica que não é possível mensurar a quantidade de imóveis alugados em São Paulo com o seguro fiança locatícia, já que muitas vezes a negociação é feita diretamente entre locador e inquilino. Além do seguro, conforme aponta, atualmente são oferecidas como garantia em locações o fiador, a poupança e caução.

Quando não há um recinto
pré-determinado para a criação de
um espaço gourmet, podem ser feitas
adaptações nos ambientes já
prontos, como informa o diretor da
SCA Ambientes Planejados, Rodrigo
Martins. “O espaço gourmet pode,
sim, ser adaptado em qualquer espaço,
inclusive foi assim que o termo
se difundiu. Basicamente, exige-se
uma área para cortes, outra área para
fogão (elétrico ou a gás) e um espaço
molhado pra cuba e torneira”, detalha
o profissional.
Podem ser criados ambientes
simples ou sofisticados. O investimento
financeiro para o espaço
gourmet vai depender do objetivo de
cada morador e do espaço disponível
na casa. Outros gastos com utensílios
domésticos também devem ser
acrescentados ao orçamento do projeto.
“Tudo depende do efeito que se
queira ter com o espaço gourmet,
variando do apelo estético, funcional
ou ainda do profissional, sabemos
que estes elementos ditam o investimento.
Há facas que custam R$
1,5 mil, por exemplo. Existem projetos
de ambientes inteiros que custam
aproximadamente R$ 2,5 mil,
como é o caso de um apartamento
com uma pequena varanda gourmet”,
explica Martins.
O diretor acredita que o ambiente
gourmet é uma tendência nas construções.
“Os espaços estão ficando
menores e mais integrados. No contexto
nacional, os centros urbanos
estão com cada vez menos áreas para
moradia, e com isso o uso de ambientes
multiuso é cada vez maior”.
Segundo Martins, os espaços gourmet
são bem-vindos em diversos locais.
“Qualquer casa, apartamento ou
até uma empresa pode ter um espaço
gourmet. Com espaços grandes, o
projeto fica mais valorizado. Mas podemos
criar um espaço gourmet com
um simples balcão”, destaca.
ÁREA COMUM
Quem mora em apartamentos
também pode aproveitar o espaço
gourmet individual ou da área comum
do edifício. A instalação do
espaço é cada vez mais usual nas
novas construções, como explica o
gerente regional da EBM, Fábio Teles.
“Todos os nossos empreendimentos
são planejados pensando no
espaço gourmet na área comum. O
morador não precisa fazer uma reunião
no apartamento dele. No espaço
gourmet do prédio tem desde um
número adequado de cadeiras até
fogão apropriado. A ideia é que seja
como nos restaurantes mais sofisticados,
onde chega a comida, mas o
ambiente não tem cheiro”, explica.

Casas construídas em Área de Proteção Permanente (APP) no Setor Habitacional Arniqueiras começaram a ser demolidas. Fiscais do Grupo Emergencial de Combate a Ocupações Irregulares (Gecoi) do Distrito Federal têm determinação judicial de colocar no chão 96 casas irregulares. Esta semana estão previstas 40 demolições em todo o conjunto habitacional. Em uma tentativa de barrar a operação, moradores da região fizeram nesta terça-feira (13/09) uma manifestação na DF-079, na altura da quadra 5 do Park Way. Com faixas e cartazes, eles pediam para que o governo esperasse até a finalização da análise de todo o setor Arniqueiras para fazer alguma ação no local.

Na operação, seis contruções de alvenaria, duas de madeira, 195 metros lineares de muro, 40 metros de cerca e um tapume foram retirados. Entre elas, havia uma casa de 280 metros quadrados prestes a ser finalizada. A proprietária era uma comerciante que já estaria morando na parte de baixo da edificação com dois filhos, de 6 e 4 anos. Ela teve os móveis de casa retirados e não assistiu ao final da derrubada.

Para a presidente da associação dos moradores, Telma Rufino, as derrubadas têm sido feitas sem critério. "Não somos contra a ação, elas devem atingir novas construções. Muitas pessoas moram em Arniqueiras há muito tempo e estão tendo as casas demolidas", reclamou. O advogado Ivaí Abimael Martins entrou com uma ação de anulação de sanção administrativa para impedir novas operações no bairro. Ele diz desconhecer determinação para derrubar casas prontas. "Ficamos perplexos com isso tudo porque não foi feita nenhuma análise se a casa estava habitada ou não", disse.

Segundo o major Carlos Chagas Alencar, chefe da assessoria de Comunicação da Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), os donos das construções alvo de ação demolitória foram notificados em 2008, ainda no início das obras. "Todas elas receberam ordem de parar a construção. Área de Proteção Permanente não pode ser descaracterizada em hipótese alguma. O próprio juiz vistoriou a área, mas os proprietários não suspenderam as construções contando com a impunidade e inércia do poder público. Foi uma afronta ao magistrado", destacou Alencar.

Desde o início do ano, a Agência de Fiscalização (Agefis) já emitiu 140 autos de embargo, dois autos de interdição e 45 notificações demolitórias em Arniqueiras. O empresário Marcelo Godoy, 40 anos, está entre as pessoas que deverão ter suas casas derrubadas. Ele recebeu notificação no último dia 5, mas disse que irá recorrer. "É um absurdo o que estão fazendo com os moradores de Arniqueiras. Minha casa já está pronta e estou morando nela com minha mulher e dois filhos. Em Vicente Pires tem casas com cinco andares e ninguém faz nada. A lei tem que ser igual para todo mundo", reclamou.

Quadro - demolições desta segunda


- 6 edificações de alvenaria
- 2 edificações de madeira
- 195 metros lineares de muro
- 40 metros de cerca de arame
- 1 tapume de 15 metros lineares

Entenda o caso
A força-tarefa para derrubada de construções irregulares foi motivada após a 20ª Vara Federal do Distrito Federal multar em R$ 540 mil a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), o Instituto Chico Mendes e o Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por omissão na fiscalização e no controle da ocupação urbana na Colônia Agrícola Arniqueiras. A primeira operação de retirada de construções irregulares em áreas de preservação permanente (APPs) começou em fevereiro e, agora, continuará com a derrubada de casas, inclusive habitadas.

Por causa da suposta omissão, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB) também foram condenadas pela Justiça Federal a pagar R$ 30 mil relativos a cada ligação de água ou de energia elétrica em Arniqueiras. Ainda cabe recurso. As fiações foram desfeitas em alguns pontos e apenas muros foram destruídos.

São alvos da operação os setores habitacionais Vereda da Cruz, Vereda Grande, Águas Claras e Arniqueiras. Embora os condomínios de toda a região ainda não tenham sido regularizados, a força-tarefa estará concentrada na remoção de construções a menos de 30 metros da margem de córregos e a 50 metros da nascente.

O responsável pela edificação irregular é multado em valores que variam de R$ 5 mil a R$ 200 mil. Em caso de aterramento, a autuação pelo crime ambiental pode chegar a R$ 50 mil. A punição está prevista na Lei Federal nº 9.605/98, que ainda prevê pena de detenção de um a três anos e multa para quem cometer esse tipo de crime.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completa 45 anos, nesta terça-feira (13/9). O fundo foi criado em 1966 para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. O FGTS é constituído por contas vinculadas, abertas em nome do trabalhador. O saldo é formado por depósitos mensais feitos pelo empregador, que contribui com 8% do salário pago ao empregado.

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, que administra os depósitos do FGTS, foram sacados no primeiro semestre do ano R$ 27,92 bilhões (em 16,7 bilhões de operações de saque). A maior parte do dinheiro, R$ 17,39 bilhões, foi liberada para trabalhadores demitidos imotivadamente, representando 60% dos saques feitos no período.

Os saques por aposentadoria ficaram em segundo lugar, respondendo por 14% das retiradas, totalizando R$ 3,91 bilhões. Na sequência estão os saques para compra da casa própria, que totalizaram R$ 3,67 bilhões (13,1%). O restante, R$ 2,95 bilhões, foi sacado, principalmente, para pagar tratamentos de saúde previstos em lei e para atender aos casos de calamidade pública (10,6%).

Segundo o secretário executivo do FGTS, Quênio Cerqueira de França, o fundo é uma reserva que o trabalhador tem para usar em caso de necessidade. “É uma garantia que socorre os trabalhadores quando há demissão e, também, nos casos de doenças e aposentadoria. Essa reserva pode servir para socorrê-lo nesses momentos. Também há possibilidade de o trabalhador adquirir uma casa própria [usando o FGTS]”, explicou.

Ele disse ainda que o trabalhador também é beneficiado indiretamente com o dinheiro do FGTS porque os recursos, enquanto estão depositados, são usados pelo governo para investimento em infraestrutura, habitação popular e saneamento. O secretário informou ainda que a previsão de arrecadação para este ano é R$ 66,8 bilhões, contra uma previsão de saques de R$ 55 bilhões. Se confirmados os números, a arrecadação líquida do FGTS este ano deve ser R$ 11,8 bilhões.

A costureira Terezinha de Jesus Carvalho, de 57 anos, paga R$ 250 para morar com os dois filhos em três cômodos nos fundos de um lote, em Ceilândia. Nesse mesmo lote moram mais duas famílias. “Tem muito tempo que eu moro aqui. Eu realmente preciso do lote, essa é uma situação que me deixa triste”, lamenta. Esse é o retrato da falta de moradia no DF.

O Ministério das Cidades analisou a situação no país e constatou que o DF está em sexto lugar no ranking de déficit habitacional. A pesquisa mostra que faltam mais de 105 mil moradias, principalmente, entre a população mais pobre; 86% dessas pessoas ganham até três salários mínimos e comprometem uma grande parte da renda com aluguel. Sem opção, eles vivem amontoados em pequenos espaços.

Mas a classe média também sofre. O maior obstáculo é o preço dos imóveis. A média do metro quadrado no DF é a mais cara do país: R$ 7 ou R$ 8 mil no Plano Piloto; R$ 9 mil no Sudoeste. “Um apartamento aqui de três quartos, um apartamento médio, é o preço de uma fazenda em Minas. É muito caro”, destaca o bancário Aguinaldo Tadeu.

“O valor é alto por estarmos – especialmente, na Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste e Noroeste - numa área tombada, onde não há espaço para aumento de cotas ou aumento de áreas construídas. O próprio preço das projeções puxa o valor pra cima”, explica o presidente do Sindicato da Habitação, Carlos Hiram Bentes David.

Também puxam os valores dos imóveis para cima o fato de termos a maior renda por habitante do país, crédito na praça e mais procura que oferta, o que provoca a especulação imobiliária. “Acho que as pessoas acham que o pessoal de Brasília é tudo rico, acho que pensam que todo mundo é do Lago Sul, da Asa Sul, da Asa Norte e Sudoeste”, afirma o administrador Rodrigo de Carvalho.

Faltam políticas habitacionais eficientes. A maior investida do governo, até agora, foi a distribuição de 140 mil lotes desde a década de 90. Atualmente, 360 mil pessoas estão inscritas na lista de espera, que é alvo de suspeitas de fraudes.

Matéria do DFTV de agosto mostrou que, segundo a polícia, processos de pessoas com pontuação suficiente para conseguir um lote eram retirados da Codhab e entregues a criminosos que falsificavam a assinatura dos verdadeiros beneficiários e recebiam os lotes. A suspeita é de que, quem pagava, conseguia a autorização da Companhia de Desenvolvimento Habitacional para ocupar o terreno - só que muitos desses lotes eram falsos.

Para o professor Frederico Flósculo Pinheiro Barreto, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, a solução para reduzir o déficit habitacional pode estar no desenvolvimento do Entorno. Além de aumentar a oferta de casas, é uma forma de evitar o inchaço da capital. Para que isso seja posto em prática, vale refletir sobre as propostas dos candidatos e votar com responsabilidade.

“Você pode ter dois eleitores: o eleitor que está de olho no futuro e tem responsabilidade civil, cívica, social, por esse tipo de proposta. E o eleitor oportunista, que está interessado no lote e no crescimento imediato e no lucro que pensa que está a ter com o adensamento da capital federal”, ressalta.

A costureira Terezinha, que está há 21 anos na fila do lote, tenta ver um horizonte para a solução do problema. “Vou continuar pagando aluguel, mas eu espero que não seja pro resto da vida. Agora, não vou invadir e nem comprar porque não posso. Vou continuar esperando com honestidade”, conta.

Construir um milhão de casas
A meta é ambiciosa: construir um milhão de
habitações, priorizando famílias com renda
de até 3 salários mínimos, mas que também
abrange famílias com renda de até 10 salários
mínimos. Isto só será possível com uma ampla
parceria entre União, estados, municípios,
empreendedores e movimentos sociais. Tratase
de um esforço inédito em nosso país, mas
necessário e viável. Nas páginas seguintes,
a CAIXA reuniu as informações básicas para
os beneficiários e todos os parceiros.







Prédios mais famosos do mundo ganham versão em cristal










   
   
O palácio indiano Taj Mahal e a Pirâmide de Gizé, no Egito, foram recriados em cristal para uma exposição única na Áustria


Um dos artistas da dupla russa Blue Noses, ao lado de sua criação: perfeição de formas arquitetônicas recriada em cristal.
Todos os anos, a Swarovski Crystal Worlds em Wattens, na Áustria, é uma das atrações mais visitadas do país. Este parque dedicado ao cristal celebra 15 anos com uma exposição assinada pela dupla de artistas russos Blue Noses. Eles recriaram em cristal quatro obras-primas da arquitetura, com todos os detalhes.

O grande destaque da exposição é o Taj Mahal, da Índia, um dos prédios mais famosos. A seu lado figuram o Mausoleu de Lênin, na Rússia, o Empire State Building, dos Estados Unidos e, como não poderia deixar de ser, a única das antigas maravilhas do mundo que chegou aos nossos tempos, a Pirâmide de Gizé, no Egito. O cuidado nas proporções se aplica a todos os trabalhos e houve espaço inclusive para algumas brincadeiras, como os rostos dos artistas dentro da pirâmide.


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, pela primeira vez no ano, a taxa básica de juros (Selic). O índice foi definido hoje (31) em 12% ao ano, abaixo das projeções dos analistas de mercado ouvidos pela pesquisa semanal da instituição financeira.
Saiba mais...

Todas as sextas-feiras, o BC consulta os analistas para medir as expectativas da iniciativa privada em relação aos principais indicadores da economia. O Copom tomou a decisão de reduzir a Selic por 5 votos a 2, sem viés, ou seja, sem possibilidade de revisão até a próxima reunião, que ocorre em 45 dias.

Essa foi a sexta reunião do Copom no ano. Nas cinco vezes anteriores, houve sempre revisão para cima, no total de 1,75 ponto percentual. Com isso, a Selic passou dos 10,75%, no final de 2010, para os 12,5% que vigoravam até a reunião passada, sob a justificativa da autoridade monetária de que a economia estava aquecida e era necessário conter as pressões inflacionárias.

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